Revista de Inovação em Extensão https://revistarie.com.br/index.php/sistema <p>A <strong>Revista de Inovação em Extensão</strong> é uma publicação em fluxo contínuo dedicada à divulgação de projetos de extensão universitária em todo o território nacional. Com o objetivo de preencher uma lacuna significativa na visibilidade das atividades extensionistas, a revista se propõe a ser um fórum de discussão e troca de experiências entre instituições acadêmicas, tanto no Brasil quanto internacionalmente.</p> <p>A revista foca na publicação de estudos de caso, pesquisas aplicadas e relatos de experiência que contribuem para o aprimoramento das práticas extensionistas. Além disso, busca promover a interdisciplinaridade e a integração entre a universidade e a comunidade, reforçando o papel social da extensão universitária.</p> <p>Por meio de edições temáticas e chamadas periódicas, a <strong>Revista de Inovação em Extensão</strong> estimula a colaboração entre diferentes áreas do saber e fortalece o diálogo entre academia e sociedade, contribuindo para a construção de um conhecimento mais aplicado e relevante para a realidade social.</p> <p><strong>Periodicidade: </strong>A partir de 2024, Volume 1 em diante, nossa revista publica no formato de <strong>Publicação Continua</strong> (<em>Rolling Pass</em>), com os artigos publicados em um único volume no ano.</p> <p><br />Prof.ª Drª. Kelly Cristina Nogueira Soares</p> <p>Editora da Revista de Inovação em Extensão</p> UniGuairacá pt-BR Revista de Inovação em Extensão 2966-4365 CARTILHA DE ORIENTAÇÃO NO USO CORRETO DE EPIs - REDUZINDO A CONTAMINAÇÃO DE TRABALHADORES RURAIS PELA APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS https://revistarie.com.br/index.php/sistema/article/view/7 <p>Este relato de experiência descreve uma intervenção extensionista destinada a orientar trabalhadores rurais sobre os riscos da exposição a agrotóxicos e o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPIs). A ação foi desenvolvida na Clínica Bahls, em Guarapuava, Paraná, com 74 trabalhadores rurais, ao longo de três semanas. Na primeira semana, foram selecionadas e revisadas informações técnicas e preparados os materiais educativos. Na segunda, realizaram-se orientações presenciais, demonstrações de EPIs e diálogos sobre formas de exposição, sinais de intoxicação, medidas de higiene e prevenção. Na terceira, foram distribuídos materiais educativos e reforçadas as orientações a partir das dúvidas recorrentes. A avaliação qualitativa considerou a participação, as perguntas e os relatos dos trabalhadores. Os participantes demonstraram interesse e relataram desconforto, dúvidas sobre seleção e uso dos equipamentos e dificuldades para compatibilizar a proteção com a rotina de trabalho. A atividade alcançou 74% da meta inicial de 100 trabalhadores; jornadas extensas, falta de tempo, resistência cultural e receio de exposição foram apontados como barreiras à adesão. Embora não tenha havido avaliação padronizada antes e depois nem acompanhamento longitudinal, a experiência ampliou o acesso à informação e evidenciou a necessidade de ações educativas continuadas, articuladas com empregadores e serviços de saúde e segurança do trabalho.</p> Suelen Aparecida Martins Copyright (c) 2026 Revista de Inovação em Extensão 2026-09-12 2026-09-12 3 1 10.69876/rie.v3i1.7 O FRACASSO ESCOLAR: NA PERSPECTIVA DO CONCEITO DE CAPITAL CULTURAL DE PIERRE BOURDIEU https://revistarie.com.br/index.php/sistema/article/view/4 <p>&nbsp;&nbsp; Este trabalho tem como objetivo analisar fenômeno do fracasso escolar no contexto da educação brasileira à luz do conceito de capital cultural de Pierre Bourdieu, em diálogo com contribuições da Psicologia da Educação. Trata-se de um método de pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada na revisão de produções nacionais e internacionais sobre fracasso escolar, capital cultural e processos de escolarização. A análise evidencia que a escola tende a valorizar repertórios culturais das classes dominantes, convertendo diferenças socioculturais em desigualdades de desempenho escolar. Observa-se que estudantes das camadas populares enfrentam maiores dificuldades de permanência e êxito escolar, não por limitações individuais, mas pela distância entre seu capital cultural e aquele legitimado institucionalmente. Conclui-se que o enfrentamento do fracasso escolar exige práticas pedagógicas e políticas educacionais comprometidas com a equidade, o reconhecimento da diversidade cultural dos estudantes e a superação de abordagens individualizantes.</p> Gregory Lucas Delonzek Brizola Copyright (c) 2026 Revista de Inovação em Extensão 2026-05-15 2026-05-15 3 1